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tirantes de contenção

Cuidados na execução de tirantes de contenção

A sua empresa trabalha com os chamados tirantes de contenção, mas você ainda tem dúvidas a respeito de como funciona a execução de todo esse sistema e quais são os principais cuidados durante o processo? Bom, pensando nisso, separamos algumas informações sobre o assunto. Acompanhe!

Tirantes de contenção: Cuidados durante o processo

Dentro da indústria de construção, os tirantes são peças, em geral, utilizadas para fazer a sustentação de paredes, a contenção de taludes, ou a ancoragem de lajes para evitar sub-pressões de água, por exemplo. E, nesse processo, o primeiro passo é estabelecer o tipo certo de tirante de contenção para ser usado na obra!

Nesse sentido, são duas as possibilidades. Os tirantes podem ser provisórios — aqueles voltados a contenções previstas para durarem menos de dois anos (a partir da sua instalação); ou permanente/definitivos — destinados a contenções com previsão de duração superior a dois anos. Os tirantes de contenção definitivos, porém, precisam de pinturas anticorrosivas, bem como de proteção para cada elemento  de tração, que é feita por meio da chamada bainha individual.

Durante a montagem

A montagem da peça deve ser feita em uma bancada especial, com espaço suficiente para o trabalho — vale lembrar que ela, em geral, costuma ter mais de dez metros.

A cordoalha, ou seja, o conjunto de fios de aço usado para suportar os esforços de tração, precisa ser cortada no comprimento já definido em projeto. Nesse momento também precisa ser realizado o tratamento anticorrosão. Em caso de pontos de ferrugem, deve-se removê-los, lixando com escova de aço — em seguida, deve-se aplicar por todo o local uma pintura anticorrosiva.

tirantes de contenção

Limpeza do furo

Na hora de fazer a perfuração em solo para a instalação dos tirantes de contenção, deve-se contar com auxílio de um fluido em circulação — água — para garantir a limpeza do furo. Vale salientar que tanto a inclinação, quanto o diâmetro e comprimento da perfuração já devem constar em projeto.

Durante a instalação

Depois de do furo devidamente limpo, vem a instalação do tirante, que precisa ser feita de forma manual, lenta e cuidadosa — para que não haja qualquer dano na peça por conta de alguma flexão excessiva ou de atrito contra as paredes do revestimento ou do furo.

É necessário estar atento, especialmente, para não ferir a proteção anticorrosiva e não deslocar acessórios (como válvulas e espaçadores). Além disso, é crucial posicionar a cabeça do tirante (extremidade que fica fora do solo, e é responsável por suportar a estrutura) na altura correta do projeto. Vale destacar, também, que essa etapa deve ser realizada sob supervisão do encarregado da operação.

Ainda vale lembrar que o tirante precisa ficar com cerca de um metro para fora do furo — comprimento necessário para permitir a posterior protensão.

Demais observações

Logo depois da instalação do tirante de contenção no interior do furo, já é possível partir para a injeção da bainha — ou seja, o preenchimento da perfuração com calda de cimento, para preencher o espaço entre o corpo do tirante e a parede do furo.

Em geral, deve-se respeitar um intervalo de cerca de dez a doze horas após a execução da bainha para, então, iniciar-se a fase de injeção com pressão controlada, também chamada de injeção primária. Aqui, pode ser preciso mais de uma fase de injeção de formação do bulbo — tudo vai depender das pressões de injeção atingidas em cada fase. Por exemplo, se a pressão de injeção atingida na primeira fase não for suficiente para fazer a ancoragem do tirante, deve-se partir para a segunda fase e, assim, seguir até que as pressões para ancoragem do tirante de contenção sejam consideradas adequadas. Vale pontuar, contudo, que é importante, ao final de cada uma dessas fases, fazer a limpeza dos tubos de injeção das peças.

tirantes de contenção

Depois de devidamente concluída a etapa das injeções, e constatada a cura do cimento (que, em geral, pode variar de três a sete dias, dependendo do tipo de cimento usado), é possível instalar a cabeça de ancoragem, acoplada junto ao paramento de contenção para realização das protensões — estas, por sua vez, precisam ser executadas por macacos hidráulicos calibrados, e que apresentem compatibilidade com as cargas de testes dos tirantes e, ainda, com sua composição estrutural.

Segundo a NBR 5629

A Norma Brasileira (NBR) 5629 — que é quem faz especificações a respeito do projeto e execução dos tirantes ancorados no terreno, bem como dos materiais que podem ser utilizados como tirantes de contenção — estabelece que todos os tirantes de uma obra precisam ser submetidos a ensaios de protensão. Entretanto, nesse procedimento, existem algumas diferenciações levando em conta o tipo de tirante usado (provisório ou definitivo). Saiba mais acessando a NBR 5629. 

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